Aquela rica superfície comercial onde as raparigas se perdem de amores para a vida. Onde ficamos durante horas a namorar um sofá, uma cozinha, um edredon. Eu gostava de ir ao Ikea.
Depois vi as almofadas que o Castiço tem em casa.
Depois vi a secretária que eu escolhi.
Depois vi a forma da tarte de natas.
Depois o quadro que queria pôr na sala.
Não quero mais ir ao Ikea.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O perú and the wonders of nature
Na Natureza quase tudo é inato, genético, comportamental. Tudo está de certa forma programado para nascer, desenvolver-se, reproduzir-se, morrer.
Hoje descobri que os golfinhos, como nós, têm consciência. Ao contrário do típico peixinho de aquário que tem uma memória de segundos, o golfinho sabe reconhecer-se se for posto em frente a um espelho. Tem consciência de si. (Têm.. alma?)
Também descobri que para eles respirar não é uma acção involuntária como para nós e para (quase) qualquer animal. Eles têm de se lembrar de o fazer, de vir cá acima à superfície. Dormem com o cérebro meio acordado só para manter essa função.
A última coisa que descobri é espantosa. Como seres conscientes que são, podem simplesmente não ir à superfície. Podem escolher não respirar. Podem escolher morrer.
Hoje descobri que os golfinhos, como nós, têm consciência. Ao contrário do típico peixinho de aquário que tem uma memória de segundos, o golfinho sabe reconhecer-se se for posto em frente a um espelho. Tem consciência de si. (Têm.. alma?)
Também descobri que para eles respirar não é uma acção involuntária como para nós e para (quase) qualquer animal. Eles têm de se lembrar de o fazer, de vir cá acima à superfície. Dormem com o cérebro meio acordado só para manter essa função.
A última coisa que descobri é espantosa. Como seres conscientes que são, podem simplesmente não ir à superfície. Podem escolher não respirar. Podem escolher morrer.
domingo, 28 de novembro de 2010
O perú e o (bitter)Sweet November
13.
"O próximo veículo terá como destino a estação: Hospital de São João".
Mentira senhora! Aquilo foi para o Inferno.
"O próximo veículo terá como destino a estação: Hospital de São João".
Mentira senhora! Aquilo foi para o Inferno.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O perú e o azeiteiro
Bronco todos os dias. Mas no fim já me estava a dar pena.
Socializava eu com uma amiga num bar aqui da zona, quando me chega aquele azeiteiro e eu já a prever que dali não vinha coisa boa. Assim que ela vai à casa de banho, ele tenta e falha miseravelmente meter conversa. "És 91?" -> "Não, lamento."
Depois de inventar uma história rocambolesca (e a outra não lhe ter dado o corte na hora certa) acaba por se convidar a sentar na nossa mesa. Mais sabia eu que vinha para o meu lado.
O meu cérebro deve ter tido um Avc pelo meio, porque não está habituado a estas conversas surreais, mas ficam algumas das pérolas de que me lembro..
(.. bla bla, gaja em Corroios, TvCabo, telemóvel, bla bla ..)
Azeiteiro - Olá, eu sou o X.
Eu - Olá, eu sou a Maria. (bendito alter-ego)
A - Namorei com uma rapariga chamada Maria.
E - Ah sim? E porque é que acabaram? (porque sofres de microcefalia?)
A - Porque ela era má pessoa. Mas acho que tu não és.
E - Pois, mas tu também achas que me chamo Maria..
A - E és de cá Maria?
E - Não, não, estou só de passagem.
(...)
A - Qual é o teu signo? Aposto que és Escorpião. (epá, se ele aposta, quem sou eu para contrariar)
E - O meu signo? Estás a falar a sério? Mas isso interessa a quem?
A - Sabes que as coisas que não interessam à primeira vista podem ser recicladas na nossa mente..
E - (som do meu cérebro a ter o 1º Avc)
A - Podes não ser Escorpião, mas picas.. (lame, so lame)
E tens namorado Maria? (a cara da minha amiga aqui foi memorável)
E - Opá, mas a sério? (riso.. muito riso)
A - Deves ter, com esse olhar e a maneira sensual como agarras no cigarro.. (pisca o olho)
E - Aposto que a tua namorada com quem simulaste falar ao telefone há bocado deve adorar este tipo de conversas..
A - Tens piada, tu.
E - (pois, o mesmo não posso dizer eu.)
(...)
A - És cabo-verdiana?
E - (virando a conversa para a amiga) Eu não digo? Toda a gente acha que eu sou brasileira, cabrita, egípcia.. (virando para o azeiteiro) Sou, sou!
A - (balbucia qualquer coisa em crioulo)
E - Medo.
A - Esse olhar sensual.. Tens olhos de egípcia, pele de cabo-verdiana e coração de pedra. (pisca o olho)
E - (muito riso outra vez, as duas) Lindo! Tu lembra-me destas frases quando chegarmos a casa!
A - .. coração de pedra, mas não faz mal, porque eu sou ácido sulfúrico. (mas quem é que diz isto???)
E - Sulfúrico? Podias ter escolhido algo mais forte, não? (quiçá, um perclórico)
A - Ah sim, qual é a composição do ácido sulfúrico?
E - H2SO4.
A - Disseste rápido para eu não perceber, não foi?
E - H-2-S-O-4. (para além de estúpido és surdo. a prova que uma desgraça nunca vem só)
A - Estudas ciências portanto.
E - Ou então tenho cultura geral.
(...)
A - És complicada, já percebi.
E - Complexa, sff.
A - Gostas de te fazer de difícil, mas não és que eu sei.
E - (omnisciência neste bar.. duvido.)
A - Eu acho que tu até és simpática.
E - Simpática é coisa que eu de facto não sou. (e tu hoje estás a apanhar-me bem disposta, senão já tinhas levado um andamento..)
(...)
E - Mas olha, porque é que estás sempre a piscar-me o olho? (mortinha de riso)
A - É um tique que eu tenho sabes? (e dá uma entoação ridícula à frase)
E - E porque é que estás a falar como um apresentador de televisão?
(...)
A - Diz-me uma palavra sentimental que te toque. (amiga diz baixinho: Raiva?)
E - Hun? Não me ocorre nada, desculpa.
(azeiteiro começa a teclar furiosamente no telemóvel, eu e amiga comunicamos por olhares e gozamos como se não houvesse amanhã)
E - Olha, tu não estás a escrever um poema pois não?
A - Ssshhh.
E - Tu não me mandaste calar pois não? (Oh no he didn't!)
(2 min)
A - Toma, lê.
E - Pois vês, se me tivesses deixado falar eu tinha-te dito logo que odeio poesia. E já agora, aprende, estás a ver estes k's que usas nas mensagens? Evita, é feio, as meninas não gostam e um C dava o mesmo trabalho.. percebes? (Maria, sempre na sua quest por um mundo e uma ortografia melhor)
(oferece bebida, não, oferece tabaco, não, diarreia verbal, oh não!)
A - Já foste a Inglaterra? Eu morei lá um ano sabes?
E - Já. Mas isso devias falar aqui com a minha amiga, que ela vai lá para o mês que vem.
A - (ignorando o que eu acabei de dizer) Foste ao Museu de Cera? Tenho aqui fotos no telemóvel. Olha aqui o Madam Tussaud's. (mostra a foto)
E - Pois. Mas isso é o National Portrait Gallery em Trafalgar Square. O Tussaud é perto de Baker Street.
A - (silêncio)
(...)
A - Há uma discoteca nova que vai abrir no Pinhal Novo, eu podia-te convidar..
E - Não gosto de discotecas. Podias era convidar a tua namorada.
A - Qual delas? (de alguma forma, ele achou que isto seria aliciante)
E - Obviamente, a que morar mais perto do Pinhal Novo.
(...)
A - Vens cá muitas vezes? Podias-me dar o teu número..
E - Não, não me parece. Eu e a minha amiga vamos andando..
A - Ok, eu vou embora também. Desculpa se vos incomodei, tu foste muito fria comigo, mas eu gostava mesmo de te conhecer.(aproxima-se)
E - Não, um aperto de mão chega.
Cá fora cruzamo-nos novamente e ele começa a falar do tempo e do frio que está. Mais um cliché para a colecção dos últimos 30 minutos.
E eu a pensar que estas pick-up lines de merda só aconteciam nos filmes ou em bares de categoria B.
Socializava eu com uma amiga num bar aqui da zona, quando me chega aquele azeiteiro e eu já a prever que dali não vinha coisa boa. Assim que ela vai à casa de banho, ele tenta e falha miseravelmente meter conversa. "És 91?" -> "Não, lamento."
Depois de inventar uma história rocambolesca (e a outra não lhe ter dado o corte na hora certa) acaba por se convidar a sentar na nossa mesa. Mais sabia eu que vinha para o meu lado.
O meu cérebro deve ter tido um Avc pelo meio, porque não está habituado a estas conversas surreais, mas ficam algumas das pérolas de que me lembro..
(.. bla bla, gaja em Corroios, TvCabo, telemóvel, bla bla ..)
Azeiteiro - Olá, eu sou o X.
Eu - Olá, eu sou a Maria. (bendito alter-ego)
A - Namorei com uma rapariga chamada Maria.
E - Ah sim? E porque é que acabaram? (porque sofres de microcefalia?)
A - Porque ela era má pessoa. Mas acho que tu não és.
E - Pois, mas tu também achas que me chamo Maria..
A - E és de cá Maria?
E - Não, não, estou só de passagem.
(...)
A - Qual é o teu signo? Aposto que és Escorpião. (epá, se ele aposta, quem sou eu para contrariar)
E - O meu signo? Estás a falar a sério? Mas isso interessa a quem?
A - Sabes que as coisas que não interessam à primeira vista podem ser recicladas na nossa mente..
E - (som do meu cérebro a ter o 1º Avc)
A - Podes não ser Escorpião, mas picas.. (lame, so lame)
E tens namorado Maria? (a cara da minha amiga aqui foi memorável)
E - Opá, mas a sério? (riso.. muito riso)
A - Deves ter, com esse olhar e a maneira sensual como agarras no cigarro.. (pisca o olho)
E - Aposto que a tua namorada com quem simulaste falar ao telefone há bocado deve adorar este tipo de conversas..
A - Tens piada, tu.
E - (pois, o mesmo não posso dizer eu.)
(...)
A - És cabo-verdiana?
E - (virando a conversa para a amiga) Eu não digo? Toda a gente acha que eu sou brasileira, cabrita, egípcia.. (virando para o azeiteiro) Sou, sou!
A - (balbucia qualquer coisa em crioulo)
E - Medo.
A - Esse olhar sensual.. Tens olhos de egípcia, pele de cabo-verdiana e coração de pedra. (pisca o olho)
E - (muito riso outra vez, as duas) Lindo! Tu lembra-me destas frases quando chegarmos a casa!
A - .. coração de pedra, mas não faz mal, porque eu sou ácido sulfúrico. (mas quem é que diz isto???)
E - Sulfúrico? Podias ter escolhido algo mais forte, não? (quiçá, um perclórico)
A - Ah sim, qual é a composição do ácido sulfúrico?
E - H2SO4.
A - Disseste rápido para eu não perceber, não foi?
E - H-2-S-O-4. (para além de estúpido és surdo. a prova que uma desgraça nunca vem só)
A - Estudas ciências portanto.
E - Ou então tenho cultura geral.
(...)
A - És complicada, já percebi.
E - Complexa, sff.
A - Gostas de te fazer de difícil, mas não és que eu sei.
E - (omnisciência neste bar.. duvido.)
A - Eu acho que tu até és simpática.
E - Simpática é coisa que eu de facto não sou. (e tu hoje estás a apanhar-me bem disposta, senão já tinhas levado um andamento..)
(...)
E - Mas olha, porque é que estás sempre a piscar-me o olho? (mortinha de riso)
A - É um tique que eu tenho sabes? (e dá uma entoação ridícula à frase)
E - E porque é que estás a falar como um apresentador de televisão?
(...)
A - Diz-me uma palavra sentimental que te toque. (amiga diz baixinho: Raiva?)
E - Hun? Não me ocorre nada, desculpa.
(azeiteiro começa a teclar furiosamente no telemóvel, eu e amiga comunicamos por olhares e gozamos como se não houvesse amanhã)
E - Olha, tu não estás a escrever um poema pois não?
A - Ssshhh.
E - Tu não me mandaste calar pois não? (Oh no he didn't!)
(2 min)
A - Toma, lê.
E - Pois vês, se me tivesses deixado falar eu tinha-te dito logo que odeio poesia. E já agora, aprende, estás a ver estes k's que usas nas mensagens? Evita, é feio, as meninas não gostam e um C dava o mesmo trabalho.. percebes? (Maria, sempre na sua quest por um mundo e uma ortografia melhor)
(oferece bebida, não, oferece tabaco, não, diarreia verbal, oh não!)
A - Já foste a Inglaterra? Eu morei lá um ano sabes?
E - Já. Mas isso devias falar aqui com a minha amiga, que ela vai lá para o mês que vem.
A - (ignorando o que eu acabei de dizer) Foste ao Museu de Cera? Tenho aqui fotos no telemóvel. Olha aqui o Madam Tussaud's. (mostra a foto)
E - Pois. Mas isso é o National Portrait Gallery em Trafalgar Square. O Tussaud é perto de Baker Street.
A - (silêncio)
(...)
A - Há uma discoteca nova que vai abrir no Pinhal Novo, eu podia-te convidar..
E - Não gosto de discotecas. Podias era convidar a tua namorada.
A - Qual delas? (de alguma forma, ele achou que isto seria aliciante)
E - Obviamente, a que morar mais perto do Pinhal Novo.
(...)
A - Vens cá muitas vezes? Podias-me dar o teu número..
E - Não, não me parece. Eu e a minha amiga vamos andando..
A - Ok, eu vou embora também. Desculpa se vos incomodei, tu foste muito fria comigo, mas eu gostava mesmo de te conhecer.(aproxima-se)
E - Não, um aperto de mão chega.
Cá fora cruzamo-nos novamente e ele começa a falar do tempo e do frio que está. Mais um cliché para a colecção dos últimos 30 minutos.
E eu a pensar que estas pick-up lines de merda só aconteciam nos filmes ou em bares de categoria B.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O perú e o teu sobe e desce
Honey, eu sei que as tuas intenções são boas, mas.. ao fim de anos, já devias ter percebido que não temos nada em comum. E que é completamente impossível tu tentares sequer começar a perceber a minha cabeça.
Mas a intenção era boa, eu sei.
Mas a intenção era boa, eu sei.
O perú e a pontualidade
Gosto muito de pontualidade. Irrita-me solenemente a falta dela. É uma tremenda falta de educação + ego + falta de consideração + ausência de auto-disciplina.
Não sei como, no meu leque de amigos mais chegados ao longo da vida aparecem-me sempre 1 ou 2 que não primam por este dom.
Café às 14.30? Chegam uma hora depois.
O jantar é às 20.30 pessoal! Às 21.20 entram no restaurante, qual divas de cinema.
Vamos arrancar logo de manhãzinha! Meio-dia.
Há várias coisas que me fazem espécie nisto tudo. Porque é que combinam coisas que logo à partida sabem perfeitamente que não vão cumprir? Porque é que não gerem melhor o tempo e estipulam horas para se começarem a mexer? Porque é que fazem isto constantemente e esperam que nós, os amigos, aturemos esta merda over and over again e demos sempre um desconto porque "oh, ele/ela é assim!"
São assim mas não deviam ser! Faria sentido se esta gente também chegasse uma hora depois ao trabalho ou perdesse aviões quando vai de viagem. Mas isso não acontece. Para as coisas que lhes são importantes eles chegam sempre a horas.
Ou seja, o indivíduo não pontual estabelece para si uma hierarquia: no topo as coisas importantes para as quais não se deixa atrasar, aquelas em que se pode desleixar ficam abaixo. E abaixo ficam sempre os amigos, a família.. Como se o nosso dever fosse esperar, como se o nosso tempo valesse menos que o da pessoa por quem esperamos.
Não sei como, no meu leque de amigos mais chegados ao longo da vida aparecem-me sempre 1 ou 2 que não primam por este dom.
Café às 14.30? Chegam uma hora depois.
O jantar é às 20.30 pessoal! Às 21.20 entram no restaurante, qual divas de cinema.
Vamos arrancar logo de manhãzinha! Meio-dia.
Há várias coisas que me fazem espécie nisto tudo. Porque é que combinam coisas que logo à partida sabem perfeitamente que não vão cumprir? Porque é que não gerem melhor o tempo e estipulam horas para se começarem a mexer? Porque é que fazem isto constantemente e esperam que nós, os amigos, aturemos esta merda over and over again e demos sempre um desconto porque "oh, ele/ela é assim!"
São assim mas não deviam ser! Faria sentido se esta gente também chegasse uma hora depois ao trabalho ou perdesse aviões quando vai de viagem. Mas isso não acontece. Para as coisas que lhes são importantes eles chegam sempre a horas.
Ou seja, o indivíduo não pontual estabelece para si uma hierarquia: no topo as coisas importantes para as quais não se deixa atrasar, aquelas em que se pode desleixar ficam abaixo. E abaixo ficam sempre os amigos, a família.. Como se o nosso dever fosse esperar, como se o nosso tempo valesse menos que o da pessoa por quem esperamos.
O perú e a hierarquia
"Nunca vi ninguém nesse estado".
A miúda, as aulas, o trabalho.. o poker? O futebol?
Onde está a prioridade?
A miúda, as aulas, o trabalho.. o poker? O futebol?
Onde está a prioridade?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O perú e a ortografia como bloqueador amoroso - nota
É só mesmo para constatar que em 24 horas ouvi 3 pessoas diferentes usarem a palavra "renumeração". Quando o tema era o salário, ordenado, etc.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O peru e a ortografia como bloqueador amoroso...
Eu sei que a minha escrita está longe da perfeição. Tenho coração inglês e por isso falho tudo o que são acentos e afins. Também sei que abrevio e "reticêncio" mais do que o que devia. A gramática nem sempre está bem estruturada e acabo por cair em variadas falácias linguísticas.
Mas...
Prencipio? comesou? loco? tal vez? ja passo (seria passou aqui..)? matao (matam)? moça (mossa)?
Rapaz..O mundo tá disponível para te dar umas aulas de Português, porque assim não me parece que tenhas muita sorte com a Senhora Mestre Doutora bla bla bla!
Porque toda a gente gosta de receber uma carta de amor...um postal..um post-it..um e-mail...mas bem escrito!!. Por mais que penses que não, acredita que uma grande percentagem de gajas é capaz de não responder a uma mensagem do tipo..
"ceres ire jantare com migo?"
P.S - E usares o corrector ortográfico do Word antes de escrever no Facebook?
Mas...
Prencipio? comesou? loco? tal vez? ja passo (seria passou aqui..)? matao (matam)? moça (mossa)?
Rapaz..O mundo tá disponível para te dar umas aulas de Português, porque assim não me parece que tenhas muita sorte com a Senhora Mestre Doutora bla bla bla!
Porque toda a gente gosta de receber uma carta de amor...um postal..um post-it..um e-mail...mas bem escrito!!. Por mais que penses que não, acredita que uma grande percentagem de gajas é capaz de não responder a uma mensagem do tipo..
"ceres ire jantare com migo?"
P.S - E usares o corrector ortográfico do Word antes de escrever no Facebook?
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O perú e os castelos de cartas
Quando nos conhecemos achaste que eu estava a jogar às cartas. Na verdade tinha acabado de reunir o baralho, depois do último castelo ter desabado todo e de eu ter perdido a paciência de vez para aquela porcaria.
Mas depois emprestei-te as cartas e tu começaste a montar o castelinho. Num terreno grande, com uma muralha toda gira, fosso, torres, the whole picture. Eu olhava para aquilo ainda não muito crente naquela estabilidade e fiquei à espera que caísse. Não só não caiu como lhe foste acrescentando mais e mais andares. E lá dividimos as cartas e continuamos por ali acima.
Quando terminamos a construção olhei estupefacta para a solidez da coisa e convenci-me que tinhas usado uma cola qualquer enquanto estava distraída. E era um castelo bem giro.
Mudamo-nos para o castelo. Começamos o nosso reinado. O tempo ia passando e eu cada vez mais à vontade naquele espaço e já fazia planos para a expansão do império (sabes que sempre fui uma raínha que veste calças..)
E achei que eramos invencíveis.
Num momento em que viro as costas, tu varreste com um só braço o castelo todo e fodeste aquilo tudo. Algumas cartas minhas ficaram ainda na mesa. A maior parte das tuas caíram mais abaixo, no chão.
E eu ainda estou parva a olhar para o baralho todo espalhado.
Conclusão: desCARTAvel.
PS. Happy Birthday.
Mas depois emprestei-te as cartas e tu começaste a montar o castelinho. Num terreno grande, com uma muralha toda gira, fosso, torres, the whole picture. Eu olhava para aquilo ainda não muito crente naquela estabilidade e fiquei à espera que caísse. Não só não caiu como lhe foste acrescentando mais e mais andares. E lá dividimos as cartas e continuamos por ali acima.
Quando terminamos a construção olhei estupefacta para a solidez da coisa e convenci-me que tinhas usado uma cola qualquer enquanto estava distraída. E era um castelo bem giro.
Mudamo-nos para o castelo. Começamos o nosso reinado. O tempo ia passando e eu cada vez mais à vontade naquele espaço e já fazia planos para a expansão do império (sabes que sempre fui uma raínha que veste calças..)
E achei que eramos invencíveis.
Num momento em que viro as costas, tu varreste com um só braço o castelo todo e fodeste aquilo tudo. Algumas cartas minhas ficaram ainda na mesa. A maior parte das tuas caíram mais abaixo, no chão.
E eu ainda estou parva a olhar para o baralho todo espalhado.
Conclusão: desCARTAvel.
PS. Happy Birthday.
Subscrever:
Mensagens (Atom)