Depois de uma acesa discussão no café sobre a temática "boné", debruço-me sobre as parvoíces que estão enraizadas na nossa definição de sociedade e que ninguém me sabe explicar (de forma lógica) o porquê de existirem.
Usar bonés e chapéus dentro de casa é falta de educação.
Pois, mas porquê? Não é um acessório como outro qualquer? Quem usa boné está secretamente a mandar alguém para o caralho? Então e os cintos? Os brincos? Isso já não consta no regulamento?
A hora santa da refeição.
Mas eu tenho de comer àquela hora.. porquê? E se não tiver fome? E se só me apetece comer dali a uma hora? Percebo no caso de famílias funcionais que se juntam à mesa para falar do seu dia-a-dia e construírem aí laços interpessoais. Nas outras não.
Espreguiçar-se em público também é má educação.
Mas é bom como a merda! Porque é que havia de me privar da sensação orgásmica de me espreguiçar só porque alguém não me quer ver a esticar o bracinho?
A noite é para dormir.
E eu discordo novamente. Como sempre. (E não me venham falar de melatonina!)
Sempre gostei de tudo na noite. Por mim adormecia sempre de manhã. Pode e deverá chocar futuramente com horários laborais das 9 às 17.. mas são escolhas.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O peru e os Jacobs
E isto era para ser ainda o seguimento do "peru e a ortografia como bloqueador amoroso", já que o sujeito é o mesmo, mas que se lixe!
Depois daquelas calamidades ortográficas abomináveis, o sujeito sai-se com o seguinte status no Facebook hoje:
"Enquanto gritas à tua mulher, há um homem desejando sussurrar-lhe ao ouvido.
Enquanto humilhas, ofendes, insultas a tua mulher, há um homem cortejando-a recordando-lhe de que é uma boa mulher.
Enquanto bates à tua mulher, há um homem desejando dar-lhe amor.
Enquanto fazes chorar a tua mulher, há um homem que lhe rouba ... sorrisos."
1º Não foi ele que escreveu isto. O "há" tem mesmo o "h".
2º Then again, há aqui um abuso de gerúndio, portanto agora fico na dúvida.
3º Há tanta gente que devia saber isto.
Depois daquelas calamidades ortográficas abomináveis, o sujeito sai-se com o seguinte status no Facebook hoje:
"Enquanto gritas à tua mulher, há um homem desejando sussurrar-lhe ao ouvido.
Enquanto humilhas, ofendes, insultas a tua mulher, há um homem cortejando-a recordando-lhe de que é uma boa mulher.
Enquanto bates à tua mulher, há um homem desejando dar-lhe amor.
Enquanto fazes chorar a tua mulher, há um homem que lhe rouba ... sorrisos."
1º Não foi ele que escreveu isto. O "há" tem mesmo o "h".
2º Then again, há aqui um abuso de gerúndio, portanto agora fico na dúvida.
3º Há tanta gente que devia saber isto.
O perú e a lista de Natal - 2
2 - Ter uma família normal. Não precisavam de ser perfeitos. Mas tenho muita inveja daquelas pessoas que têm nos pais exemplos de vida, de valores morais, etc. Que têm pais que se amam, respeitam e se completam. Que têm nos irmãos um companheiro, uma pessoa que foi criada da mesma forma e, como tal, nos apoia e compreende. Com esta merda toda, acho que já me contentava com a família, sem adjectivo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O peru e os cigarros à beira-mar
A - E feita parva comprei o número abaixo! Que isto agora de comprar roupa é uma merda, porque daqui a uns tempos já me está tudo largo..
B - Fica para quando estiveres grávida..
A - (olhar mafioso)
B - Fica para quando estiveres grávida..
A - (olhar mafioso)
O peru e a lista de Natal
1 - Que 80% dos condutores portugueses se espetem contra a merda dos rails na auto-estrada para eu não ter de insultar meia dúzia de idiotas só no caminho até ao café. É tudo deles: as rotundas, as faixas com os 4 piscas, as curvas sem sinalização, o percorrer 1km a 10km/h porque estão à procura de estacionamento.
O perú e o senhor da inspecção automóvel
É que terem ali o homem ou um robotzinho vai dar ao mesmo.
"Tra-ve com o PÉ"
"Re-ti-re o pé do tra-VÃO!"
"Gi-re a di-rec-ÇÃO!!"
E no fim chumba-se por causa de umas luzes..
"Tra-ve com o PÉ"
"Re-ti-re o pé do tra-VÃO!"
"Gi-re a di-rec-ÇÃO!!"
E no fim chumba-se por causa de umas luzes..
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O perú e o Ikea
Aquela rica superfície comercial onde as raparigas se perdem de amores para a vida. Onde ficamos durante horas a namorar um sofá, uma cozinha, um edredon. Eu gostava de ir ao Ikea.
Depois vi as almofadas que o Castiço tem em casa.
Depois vi a secretária que eu escolhi.
Depois vi a forma da tarte de natas.
Depois o quadro que queria pôr na sala.
Não quero mais ir ao Ikea.
Depois vi as almofadas que o Castiço tem em casa.
Depois vi a secretária que eu escolhi.
Depois vi a forma da tarte de natas.
Depois o quadro que queria pôr na sala.
Não quero mais ir ao Ikea.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O perú and the wonders of nature
Na Natureza quase tudo é inato, genético, comportamental. Tudo está de certa forma programado para nascer, desenvolver-se, reproduzir-se, morrer.
Hoje descobri que os golfinhos, como nós, têm consciência. Ao contrário do típico peixinho de aquário que tem uma memória de segundos, o golfinho sabe reconhecer-se se for posto em frente a um espelho. Tem consciência de si. (Têm.. alma?)
Também descobri que para eles respirar não é uma acção involuntária como para nós e para (quase) qualquer animal. Eles têm de se lembrar de o fazer, de vir cá acima à superfície. Dormem com o cérebro meio acordado só para manter essa função.
A última coisa que descobri é espantosa. Como seres conscientes que são, podem simplesmente não ir à superfície. Podem escolher não respirar. Podem escolher morrer.
Hoje descobri que os golfinhos, como nós, têm consciência. Ao contrário do típico peixinho de aquário que tem uma memória de segundos, o golfinho sabe reconhecer-se se for posto em frente a um espelho. Tem consciência de si. (Têm.. alma?)
Também descobri que para eles respirar não é uma acção involuntária como para nós e para (quase) qualquer animal. Eles têm de se lembrar de o fazer, de vir cá acima à superfície. Dormem com o cérebro meio acordado só para manter essa função.
A última coisa que descobri é espantosa. Como seres conscientes que são, podem simplesmente não ir à superfície. Podem escolher não respirar. Podem escolher morrer.
domingo, 28 de novembro de 2010
O perú e o (bitter)Sweet November
13.
"O próximo veículo terá como destino a estação: Hospital de São João".
Mentira senhora! Aquilo foi para o Inferno.
"O próximo veículo terá como destino a estação: Hospital de São João".
Mentira senhora! Aquilo foi para o Inferno.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O perú e o azeiteiro
Bronco todos os dias. Mas no fim já me estava a dar pena.
Socializava eu com uma amiga num bar aqui da zona, quando me chega aquele azeiteiro e eu já a prever que dali não vinha coisa boa. Assim que ela vai à casa de banho, ele tenta e falha miseravelmente meter conversa. "És 91?" -> "Não, lamento."
Depois de inventar uma história rocambolesca (e a outra não lhe ter dado o corte na hora certa) acaba por se convidar a sentar na nossa mesa. Mais sabia eu que vinha para o meu lado.
O meu cérebro deve ter tido um Avc pelo meio, porque não está habituado a estas conversas surreais, mas ficam algumas das pérolas de que me lembro..
(.. bla bla, gaja em Corroios, TvCabo, telemóvel, bla bla ..)
Azeiteiro - Olá, eu sou o X.
Eu - Olá, eu sou a Maria. (bendito alter-ego)
A - Namorei com uma rapariga chamada Maria.
E - Ah sim? E porque é que acabaram? (porque sofres de microcefalia?)
A - Porque ela era má pessoa. Mas acho que tu não és.
E - Pois, mas tu também achas que me chamo Maria..
A - E és de cá Maria?
E - Não, não, estou só de passagem.
(...)
A - Qual é o teu signo? Aposto que és Escorpião. (epá, se ele aposta, quem sou eu para contrariar)
E - O meu signo? Estás a falar a sério? Mas isso interessa a quem?
A - Sabes que as coisas que não interessam à primeira vista podem ser recicladas na nossa mente..
E - (som do meu cérebro a ter o 1º Avc)
A - Podes não ser Escorpião, mas picas.. (lame, so lame)
E tens namorado Maria? (a cara da minha amiga aqui foi memorável)
E - Opá, mas a sério? (riso.. muito riso)
A - Deves ter, com esse olhar e a maneira sensual como agarras no cigarro.. (pisca o olho)
E - Aposto que a tua namorada com quem simulaste falar ao telefone há bocado deve adorar este tipo de conversas..
A - Tens piada, tu.
E - (pois, o mesmo não posso dizer eu.)
(...)
A - És cabo-verdiana?
E - (virando a conversa para a amiga) Eu não digo? Toda a gente acha que eu sou brasileira, cabrita, egípcia.. (virando para o azeiteiro) Sou, sou!
A - (balbucia qualquer coisa em crioulo)
E - Medo.
A - Esse olhar sensual.. Tens olhos de egípcia, pele de cabo-verdiana e coração de pedra. (pisca o olho)
E - (muito riso outra vez, as duas) Lindo! Tu lembra-me destas frases quando chegarmos a casa!
A - .. coração de pedra, mas não faz mal, porque eu sou ácido sulfúrico. (mas quem é que diz isto???)
E - Sulfúrico? Podias ter escolhido algo mais forte, não? (quiçá, um perclórico)
A - Ah sim, qual é a composição do ácido sulfúrico?
E - H2SO4.
A - Disseste rápido para eu não perceber, não foi?
E - H-2-S-O-4. (para além de estúpido és surdo. a prova que uma desgraça nunca vem só)
A - Estudas ciências portanto.
E - Ou então tenho cultura geral.
(...)
A - És complicada, já percebi.
E - Complexa, sff.
A - Gostas de te fazer de difícil, mas não és que eu sei.
E - (omnisciência neste bar.. duvido.)
A - Eu acho que tu até és simpática.
E - Simpática é coisa que eu de facto não sou. (e tu hoje estás a apanhar-me bem disposta, senão já tinhas levado um andamento..)
(...)
E - Mas olha, porque é que estás sempre a piscar-me o olho? (mortinha de riso)
A - É um tique que eu tenho sabes? (e dá uma entoação ridícula à frase)
E - E porque é que estás a falar como um apresentador de televisão?
(...)
A - Diz-me uma palavra sentimental que te toque. (amiga diz baixinho: Raiva?)
E - Hun? Não me ocorre nada, desculpa.
(azeiteiro começa a teclar furiosamente no telemóvel, eu e amiga comunicamos por olhares e gozamos como se não houvesse amanhã)
E - Olha, tu não estás a escrever um poema pois não?
A - Ssshhh.
E - Tu não me mandaste calar pois não? (Oh no he didn't!)
(2 min)
A - Toma, lê.
E - Pois vês, se me tivesses deixado falar eu tinha-te dito logo que odeio poesia. E já agora, aprende, estás a ver estes k's que usas nas mensagens? Evita, é feio, as meninas não gostam e um C dava o mesmo trabalho.. percebes? (Maria, sempre na sua quest por um mundo e uma ortografia melhor)
(oferece bebida, não, oferece tabaco, não, diarreia verbal, oh não!)
A - Já foste a Inglaterra? Eu morei lá um ano sabes?
E - Já. Mas isso devias falar aqui com a minha amiga, que ela vai lá para o mês que vem.
A - (ignorando o que eu acabei de dizer) Foste ao Museu de Cera? Tenho aqui fotos no telemóvel. Olha aqui o Madam Tussaud's. (mostra a foto)
E - Pois. Mas isso é o National Portrait Gallery em Trafalgar Square. O Tussaud é perto de Baker Street.
A - (silêncio)
(...)
A - Há uma discoteca nova que vai abrir no Pinhal Novo, eu podia-te convidar..
E - Não gosto de discotecas. Podias era convidar a tua namorada.
A - Qual delas? (de alguma forma, ele achou que isto seria aliciante)
E - Obviamente, a que morar mais perto do Pinhal Novo.
(...)
A - Vens cá muitas vezes? Podias-me dar o teu número..
E - Não, não me parece. Eu e a minha amiga vamos andando..
A - Ok, eu vou embora também. Desculpa se vos incomodei, tu foste muito fria comigo, mas eu gostava mesmo de te conhecer.(aproxima-se)
E - Não, um aperto de mão chega.
Cá fora cruzamo-nos novamente e ele começa a falar do tempo e do frio que está. Mais um cliché para a colecção dos últimos 30 minutos.
E eu a pensar que estas pick-up lines de merda só aconteciam nos filmes ou em bares de categoria B.
Socializava eu com uma amiga num bar aqui da zona, quando me chega aquele azeiteiro e eu já a prever que dali não vinha coisa boa. Assim que ela vai à casa de banho, ele tenta e falha miseravelmente meter conversa. "És 91?" -> "Não, lamento."
Depois de inventar uma história rocambolesca (e a outra não lhe ter dado o corte na hora certa) acaba por se convidar a sentar na nossa mesa. Mais sabia eu que vinha para o meu lado.
O meu cérebro deve ter tido um Avc pelo meio, porque não está habituado a estas conversas surreais, mas ficam algumas das pérolas de que me lembro..
(.. bla bla, gaja em Corroios, TvCabo, telemóvel, bla bla ..)
Azeiteiro - Olá, eu sou o X.
Eu - Olá, eu sou a Maria. (bendito alter-ego)
A - Namorei com uma rapariga chamada Maria.
E - Ah sim? E porque é que acabaram? (porque sofres de microcefalia?)
A - Porque ela era má pessoa. Mas acho que tu não és.
E - Pois, mas tu também achas que me chamo Maria..
A - E és de cá Maria?
E - Não, não, estou só de passagem.
(...)
A - Qual é o teu signo? Aposto que és Escorpião. (epá, se ele aposta, quem sou eu para contrariar)
E - O meu signo? Estás a falar a sério? Mas isso interessa a quem?
A - Sabes que as coisas que não interessam à primeira vista podem ser recicladas na nossa mente..
E - (som do meu cérebro a ter o 1º Avc)
A - Podes não ser Escorpião, mas picas.. (lame, so lame)
E tens namorado Maria? (a cara da minha amiga aqui foi memorável)
E - Opá, mas a sério? (riso.. muito riso)
A - Deves ter, com esse olhar e a maneira sensual como agarras no cigarro.. (pisca o olho)
E - Aposto que a tua namorada com quem simulaste falar ao telefone há bocado deve adorar este tipo de conversas..
A - Tens piada, tu.
E - (pois, o mesmo não posso dizer eu.)
(...)
A - És cabo-verdiana?
E - (virando a conversa para a amiga) Eu não digo? Toda a gente acha que eu sou brasileira, cabrita, egípcia.. (virando para o azeiteiro) Sou, sou!
A - (balbucia qualquer coisa em crioulo)
E - Medo.
A - Esse olhar sensual.. Tens olhos de egípcia, pele de cabo-verdiana e coração de pedra. (pisca o olho)
E - (muito riso outra vez, as duas) Lindo! Tu lembra-me destas frases quando chegarmos a casa!
A - .. coração de pedra, mas não faz mal, porque eu sou ácido sulfúrico. (mas quem é que diz isto???)
E - Sulfúrico? Podias ter escolhido algo mais forte, não? (quiçá, um perclórico)
A - Ah sim, qual é a composição do ácido sulfúrico?
E - H2SO4.
A - Disseste rápido para eu não perceber, não foi?
E - H-2-S-O-4. (para além de estúpido és surdo. a prova que uma desgraça nunca vem só)
A - Estudas ciências portanto.
E - Ou então tenho cultura geral.
(...)
A - És complicada, já percebi.
E - Complexa, sff.
A - Gostas de te fazer de difícil, mas não és que eu sei.
E - (omnisciência neste bar.. duvido.)
A - Eu acho que tu até és simpática.
E - Simpática é coisa que eu de facto não sou. (e tu hoje estás a apanhar-me bem disposta, senão já tinhas levado um andamento..)
(...)
E - Mas olha, porque é que estás sempre a piscar-me o olho? (mortinha de riso)
A - É um tique que eu tenho sabes? (e dá uma entoação ridícula à frase)
E - E porque é que estás a falar como um apresentador de televisão?
(...)
A - Diz-me uma palavra sentimental que te toque. (amiga diz baixinho: Raiva?)
E - Hun? Não me ocorre nada, desculpa.
(azeiteiro começa a teclar furiosamente no telemóvel, eu e amiga comunicamos por olhares e gozamos como se não houvesse amanhã)
E - Olha, tu não estás a escrever um poema pois não?
A - Ssshhh.
E - Tu não me mandaste calar pois não? (Oh no he didn't!)
(2 min)
A - Toma, lê.
E - Pois vês, se me tivesses deixado falar eu tinha-te dito logo que odeio poesia. E já agora, aprende, estás a ver estes k's que usas nas mensagens? Evita, é feio, as meninas não gostam e um C dava o mesmo trabalho.. percebes? (Maria, sempre na sua quest por um mundo e uma ortografia melhor)
(oferece bebida, não, oferece tabaco, não, diarreia verbal, oh não!)
A - Já foste a Inglaterra? Eu morei lá um ano sabes?
E - Já. Mas isso devias falar aqui com a minha amiga, que ela vai lá para o mês que vem.
A - (ignorando o que eu acabei de dizer) Foste ao Museu de Cera? Tenho aqui fotos no telemóvel. Olha aqui o Madam Tussaud's. (mostra a foto)
E - Pois. Mas isso é o National Portrait Gallery em Trafalgar Square. O Tussaud é perto de Baker Street.
A - (silêncio)
(...)
A - Há uma discoteca nova que vai abrir no Pinhal Novo, eu podia-te convidar..
E - Não gosto de discotecas. Podias era convidar a tua namorada.
A - Qual delas? (de alguma forma, ele achou que isto seria aliciante)
E - Obviamente, a que morar mais perto do Pinhal Novo.
(...)
A - Vens cá muitas vezes? Podias-me dar o teu número..
E - Não, não me parece. Eu e a minha amiga vamos andando..
A - Ok, eu vou embora também. Desculpa se vos incomodei, tu foste muito fria comigo, mas eu gostava mesmo de te conhecer.(aproxima-se)
E - Não, um aperto de mão chega.
Cá fora cruzamo-nos novamente e ele começa a falar do tempo e do frio que está. Mais um cliché para a colecção dos últimos 30 minutos.
E eu a pensar que estas pick-up lines de merda só aconteciam nos filmes ou em bares de categoria B.
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