quarta-feira, 2 de abril de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Mas ca granda filho de Deus!
Então e aquela vez, há umas semanas, quando fui cortar o cabelo, e às tantas, depois de várias tiradas de frases feitas e revoltadas, aqui a estúpida resolve perguntar ao cabeleireiro o que é que lhe tinha acontecido na vida para ele ter ficado assim e a dizer aquelas coisas?
"Encontrei Jesus".
Quis fugir, mas já tinha o meu cabelo nas mãos da pessoa e seguiram-se quase 2h de monólogo, em que só meia hora foi passada a cortar-me as pontas espigadas e o resto foi o sermão de Santo António aos perus. Eu, ateia até à medula, a ouvir aquela palhaçada, ainda tive de levar com "foi Jesus que me disse, quando tu entraste, para eu falar contigo". E eu a pensar "não, não foi, eu é que sou ursa e devia ter ido ler a Nova Gente". Bla, Jesus sacrificou-se, bla, o amor de Jesus, bla, "tenho de avisar alguém que estou aqui se não ainda me rapta e apareço numa quinta dum culto qualquer.."
Eu fazia que sim com a cabeça e tentava não me rir. Mas alguém merece isto? Também fiquei a saber que Jesus lhe dizia ao ouvido (Alexandra Solnado, eras tu disfarçada?) que a dor que eu estava a passar na minha vida, que não a merecia. Sim Jesus, nesse aspecto, de facto, vou ter de concordar.
No fim quando paguei e me ia pisgar, abraçou-me.
Mas o cabelo ficou impecável.
"Encontrei Jesus".
Quis fugir, mas já tinha o meu cabelo nas mãos da pessoa e seguiram-se quase 2h de monólogo, em que só meia hora foi passada a cortar-me as pontas espigadas e o resto foi o sermão de Santo António aos perus. Eu, ateia até à medula, a ouvir aquela palhaçada, ainda tive de levar com "foi Jesus que me disse, quando tu entraste, para eu falar contigo". E eu a pensar "não, não foi, eu é que sou ursa e devia ter ido ler a Nova Gente". Bla, Jesus sacrificou-se, bla, o amor de Jesus, bla, "tenho de avisar alguém que estou aqui se não ainda me rapta e apareço numa quinta dum culto qualquer.."
Eu fazia que sim com a cabeça e tentava não me rir. Mas alguém merece isto? Também fiquei a saber que Jesus lhe dizia ao ouvido (Alexandra Solnado, eras tu disfarçada?) que a dor que eu estava a passar na minha vida, que não a merecia. Sim Jesus, nesse aspecto, de facto, vou ter de concordar.
No fim quando paguei e me ia pisgar, abraçou-me.
Mas o cabelo ficou impecável.
quarta-feira, 19 de março de 2014
É este tipo de amigos que eu tenho
A - Mas o que tem a X?
B - Ai, a miúda tem um maxilar de cavalo..
A - Mas de quatro não se vê a cara..
B - Ai, a miúda tem um maxilar de cavalo..
A - Mas de quatro não se vê a cara..
segunda-feira, 17 de março de 2014
Mi tem mel?
Há coisa de 2 semanas fui almoçar com um amigo num local (aparentemente) conhecido cá do burgo. Refeição, conversa, café, cada um seguiu a sua vida, normalíssimo. 3 horas depois recebo uma sms, anónima, claro, de alguém que me viu no tal restaurante e que ameaçava contar a A (uma amiga comum dos dois, e que eu saiba são só amigos e se não forem quero lá saber também) que nos tinha visto, que andava a sair com B, mimimi, uma mesquinhice pegada. Fiquei a olhar para aquilo parva durante quase 3 minutos e tive de resistir ao impulso de responder, nem que fosse só para corrigir a ortografia da mensagem, que era deplorável. Claro está que não consigo saber quem é o remetente, o número não está identificado, bla bla (a sério, operadorazinhas da merda, a politica de privacidade se calhar podia ser revista para situações destas, não?). Desde então tem-me acontecido já por umas 3 ou 4 vezes outras pessoas tentarem meter o bedelho na minha vida, na busca incessante da resposta: mas ela namora? com quem?
Vou oferecer a toda a gente um gatinho. Assim ganham logo 7 vidas para se preocuparem e largam-me a puta da braguilha.
E sexo pá. Pensem lá em fazer isso.
Vou oferecer a toda a gente um gatinho. Assim ganham logo 7 vidas para se preocuparem e largam-me a puta da braguilha.
E sexo pá. Pensem lá em fazer isso.
terça-feira, 11 de março de 2014
Dia da Mulher
Pela 1ª vez na minha rica existência, acedi a estar presente num jantar típico do dia da mulher. Não por causa do dia em questão, nem pelo simbolismo, feminismo, o que seja. A razão era só uma: as participantes eram a ala feminina da minha família e uma pessoa não pode perder uma oportunidade espectacular de ver mãe, primas, etc, a ficarem bêbedas após um copo de vinho.
Mas é que nem cheguei tão longe. Minutos após nos termos sentado à mesa (restaurante à pinha, lotação esgotada, mesas reservadas só para este efeito), já o grupo que estava ao nosso lado, maioritariamente de meia-idade, me rasgava os tímpanos sem dó nem piedade, com uma gritaria que devia fazer parte de um qualquer mating ritual que me escapa. Ou isso ou viveram os últimos 20 anos na cave dum pedófilo qualquer e era a 1ª vez que saíam à rua, com síndrome de Estocolmo ao barulho também.
Nem sei bem que palavra usar, mas foi um misto de choque/ridículo/vergonhoso. Pareciam galinhas, frustradas, ostracizadas, não sei se não levam com ele há muito tempo ou se o marido só faz missionário ou se anda a comer outra on the side, sei que 10 minutos depois de ter entrado no restaurante tenho mulheres de 50 anos ao meu lado de soutien (porque convenhamos, quem é que não se despe quando vai jantar fora?), mas daqueles que parecem quase uma peça de armadura medieval.. e epá, eu não sou obrigada a ter esta visão do demónio antes do meu jantar. Ataquei logo um jarro de sangria a ver se a coisa melhorava, mas nada (devia ter ido logo para o absinto). Entram 2 miúdos no restaurante (deviam ter menos uns 5 anos que eu..) e só se via os abutres esfomeados, que segundos antes abanavam as ancas ao som de kizomba/brasileirada/azeite crónico, a atacá-los completamente, quase lhes rasgavam a roupa para conseguirem chegar aos boxers. Digno de National Geographic.
Eu acho que passei o tempo quase todo de boca aberta. Ninguém faz um estudo sociológico sobre isto?
Mas é que nem cheguei tão longe. Minutos após nos termos sentado à mesa (restaurante à pinha, lotação esgotada, mesas reservadas só para este efeito), já o grupo que estava ao nosso lado, maioritariamente de meia-idade, me rasgava os tímpanos sem dó nem piedade, com uma gritaria que devia fazer parte de um qualquer mating ritual que me escapa. Ou isso ou viveram os últimos 20 anos na cave dum pedófilo qualquer e era a 1ª vez que saíam à rua, com síndrome de Estocolmo ao barulho também.
Nem sei bem que palavra usar, mas foi um misto de choque/ridículo/vergonhoso. Pareciam galinhas, frustradas, ostracizadas, não sei se não levam com ele há muito tempo ou se o marido só faz missionário ou se anda a comer outra on the side, sei que 10 minutos depois de ter entrado no restaurante tenho mulheres de 50 anos ao meu lado de soutien (porque convenhamos, quem é que não se despe quando vai jantar fora?), mas daqueles que parecem quase uma peça de armadura medieval.. e epá, eu não sou obrigada a ter esta visão do demónio antes do meu jantar. Ataquei logo um jarro de sangria a ver se a coisa melhorava, mas nada (devia ter ido logo para o absinto). Entram 2 miúdos no restaurante (deviam ter menos uns 5 anos que eu..) e só se via os abutres esfomeados, que segundos antes abanavam as ancas ao som de kizomba/brasileirada/azeite crónico, a atacá-los completamente, quase lhes rasgavam a roupa para conseguirem chegar aos boxers. Digno de National Geographic.
Eu acho que passei o tempo quase todo de boca aberta. Ninguém faz um estudo sociológico sobre isto?
terça-feira, 4 de março de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
My Blue (and late) Valentine
[...] o peixe dizem que morre pela boca. Porque não tem grande escolha. E é aí que acho que não sou peixe. Lá está, mais uma chapadinha kármica para quem se achava pescador.
Isto podia ter sido perfeito, não tivesse eu uma tendência crónica para a complexidade. Sempre me aborreceram pessoas e coisas básicas, o assim-assim, a passividade, a falta de novidade, a flat line. Quando disse ao B que nunca ia ser feliz disse-o em consciência, e ciente de que sou e estou permanentemente insatisfeita e que é provável que assim me mantenha. Diz que depois de uma certa idade, já não há muito a mudar.
Tinha conseguido finalmente construir uma normalidade minha, onde pouco dependia de alguém, onde tinha finalmente percebido que existem pessoas na nossa vida mas que não são a nossa vida, and they come and they go e tudo continua a girar e quem fica para trás, ficou. Era eu, inteira. E só eu.
E num momento daqueles pequenos, mas que em retrospectiva nos mudam a vida, apareces-me tu, com anos de atraso. Considerando o que me disseste hoje, não, não sabia que devia ter chegado mais cedo. Tudo acontece quando tem de acontecer, pensar de outra forma e colocar "e ses..", além de estúpido, não coaduna contigo.
[...]
Mas dizia eu que para mim eras como uma gaja. Por aqui se vê o quanto eu não premeditei isto e o quanto não me passava pela cabeça. As nossas vidas já se cruzaram once upon a time (e pelos vistos fomos rectas tangentes durante todos estes anos) e não estou a ser bruta se disser que nunca olhei para ti de forma incorrecta e que nunca me despertaste qualquer interesse. Sabia o teu nome e pouco mais, e chegava-me. Chegou-me sempre. Até àquele momento em que a merda dos planetas alinharam e num grupo de 20 e tal pessoas, de repente, só estávamos nós, num diálogo em fast forward, como se os anos tivessem de ser postos em dia ali e já.
E depois um encontro. Outro, espaçado no tempo. Um café. Muitos cafés, aliás, que eu sou uma criatura que já tem dificuldade em permanecer acordada 24h. O riso fácil, a cumplicidade que se construía sem esforço, os gostos em comum, sempre foi tudo tão fácil contigo [...].
"Tu já reparaste como falas com ele?"
Lá está esta gente com merdas. Mas porque é que sexos opostos não podem ser amigos? Ele nem faz o meu género!
E não fazes mesmo, se bem que agora já está tudo tão esbatido que me é difícil encontrar algum tipo de definição. E depois havia aquela barreira ética que tu, muito mais do que eu (conheço-me bem, só isso, o fogo sempre teve um magnetismo próprio para mim), nunca irias quebrar.
[...]
E era por ter tanta certeza disto que defendia com unhas e dentes a ideia de que "não, nunca na vida!", "pró car%$#% mais as vossas novelas" e inicialmente achei que os toques dos dedos eram acidentais, a maneira como quase viravas a cabeça quando nos despedíamos era paranóia e os poucos cms que nos separavam de um beijo em situações banalíssimas eram filme da minha cabeça.
O facto de amigos terem percebido antes de mim que gostava de ti foi o que me alarmou. Eu própria só sei que sinto algo quando em auto-análise identifico comportamentos anormais, nervosismo e falta de indiferença.
E neguei sempre, até a mim própria. Éramos só amigos. Quando aí já nem os teus defeitos, que numa situação normal enumeraria, criticaria e com os quais embirraria, conseguia ver, porque já faziam só parte de ti.
Pronto, e o beijo. Até me custa falar sobre isso ou tentar adjectivá-lo. [...] Tem de ter sido o melhor primeiro beijo da (minha) história. [...]
Isto podia ter sido perfeito, não tivesse eu uma tendência crónica para a complexidade. Sempre me aborreceram pessoas e coisas básicas, o assim-assim, a passividade, a falta de novidade, a flat line. Quando disse ao B que nunca ia ser feliz disse-o em consciência, e ciente de que sou e estou permanentemente insatisfeita e que é provável que assim me mantenha. Diz que depois de uma certa idade, já não há muito a mudar.
Tinha conseguido finalmente construir uma normalidade minha, onde pouco dependia de alguém, onde tinha finalmente percebido que existem pessoas na nossa vida mas que não são a nossa vida, and they come and they go e tudo continua a girar e quem fica para trás, ficou. Era eu, inteira. E só eu.
E num momento daqueles pequenos, mas que em retrospectiva nos mudam a vida, apareces-me tu, com anos de atraso. Considerando o que me disseste hoje, não, não sabia que devia ter chegado mais cedo. Tudo acontece quando tem de acontecer, pensar de outra forma e colocar "e ses..", além de estúpido, não coaduna contigo.
[...]
Mas dizia eu que para mim eras como uma gaja. Por aqui se vê o quanto eu não premeditei isto e o quanto não me passava pela cabeça. As nossas vidas já se cruzaram once upon a time (e pelos vistos fomos rectas tangentes durante todos estes anos) e não estou a ser bruta se disser que nunca olhei para ti de forma incorrecta e que nunca me despertaste qualquer interesse. Sabia o teu nome e pouco mais, e chegava-me. Chegou-me sempre. Até àquele momento em que a merda dos planetas alinharam e num grupo de 20 e tal pessoas, de repente, só estávamos nós, num diálogo em fast forward, como se os anos tivessem de ser postos em dia ali e já.
E depois um encontro. Outro, espaçado no tempo. Um café. Muitos cafés, aliás, que eu sou uma criatura que já tem dificuldade em permanecer acordada 24h. O riso fácil, a cumplicidade que se construía sem esforço, os gostos em comum, sempre foi tudo tão fácil contigo [...].
"Tu já reparaste como falas com ele?"
Lá está esta gente com merdas. Mas porque é que sexos opostos não podem ser amigos? Ele nem faz o meu género!
E não fazes mesmo, se bem que agora já está tudo tão esbatido que me é difícil encontrar algum tipo de definição. E depois havia aquela barreira ética que tu, muito mais do que eu (conheço-me bem, só isso, o fogo sempre teve um magnetismo próprio para mim), nunca irias quebrar.
[...]
E era por ter tanta certeza disto que defendia com unhas e dentes a ideia de que "não, nunca na vida!", "pró car%$#% mais as vossas novelas" e inicialmente achei que os toques dos dedos eram acidentais, a maneira como quase viravas a cabeça quando nos despedíamos era paranóia e os poucos cms que nos separavam de um beijo em situações banalíssimas eram filme da minha cabeça.
O facto de amigos terem percebido antes de mim que gostava de ti foi o que me alarmou. Eu própria só sei que sinto algo quando em auto-análise identifico comportamentos anormais, nervosismo e falta de indiferença.
E neguei sempre, até a mim própria. Éramos só amigos. Quando aí já nem os teus defeitos, que numa situação normal enumeraria, criticaria e com os quais embirraria, conseguia ver, porque já faziam só parte de ti.
Pronto, e o beijo. Até me custa falar sobre isso ou tentar adjectivá-lo. [...] Tem de ter sido o melhor primeiro beijo da (minha) história. [...]
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
É não é?
A malta que anda a postar o próprio video-comemorativo-dos-10-anos-do-FB é a mesma que fotografa a comida, a 25 de Abril todas as manhãs e os ténis em Belém, right?
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