terça-feira, 4 de março de 2014

Ah, the irony..

Porque é que tomar a decisão e fazer a coisa certa.. custa tanto, caralho!?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

My Blue (and late) Valentine

[...] o peixe dizem que morre pela boca. Porque não tem grande escolha. E é aí que acho que não sou peixe. Lá está, mais uma chapadinha kármica para quem se achava pescador.
Isto podia ter sido perfeito, não tivesse eu uma tendência crónica para a complexidade. Sempre me aborreceram pessoas e coisas básicas, o assim-assim, a passividade, a falta de novidade, a flat line. Quando disse ao B que nunca ia ser feliz disse-o em consciência, e ciente de que sou e estou permanentemente insatisfeita e que é provável que assim me mantenha. Diz que depois de uma certa idade, já não há muito a mudar.
Tinha conseguido finalmente construir uma normalidade minha, onde pouco dependia de alguém, onde tinha finalmente percebido que existem pessoas na nossa vida mas que não são a nossa vida, and they come and they go e tudo continua a girar e quem fica para trás, ficou. Era eu, inteira. E só eu.
E num momento daqueles pequenos, mas que em retrospectiva nos mudam a vida, apareces-me tu, com anos de atraso. Considerando o que me disseste hoje, não, não sabia que devia ter chegado mais cedo. Tudo acontece quando tem de acontecer, pensar de outra forma e colocar "e ses..", além de estúpido, não coaduna contigo.
[...]
Mas dizia eu que para mim eras como uma gaja. Por aqui se vê o quanto eu não premeditei isto e o quanto não me passava pela cabeça. As nossas vidas já se cruzaram once upon a time (e pelos vistos fomos rectas tangentes durante todos estes anos) e não estou a ser bruta se disser que nunca olhei para ti de forma incorrecta e que nunca me despertaste qualquer interesse. Sabia o teu nome e pouco mais, e chegava-me. Chegou-me sempre. Até àquele momento em que a merda dos planetas alinharam e num grupo de 20 e tal pessoas, de repente, só estávamos nós, num diálogo em fast forward, como se os anos tivessem de ser postos em dia ali e já.
E depois um encontro. Outro, espaçado no tempo. Um café. Muitos cafés, aliás, que eu sou uma criatura que já tem dificuldade em permanecer acordada 24h. O riso fácil, a cumplicidade que se construía sem esforço, os gostos em comum, sempre foi tudo tão fácil contigo [...].
"Tu já reparaste como falas com ele?"
Lá está esta gente com merdas. Mas porque é que sexos opostos não podem ser amigos? Ele nem faz o meu género!
E não fazes mesmo, se bem que agora já está tudo tão esbatido que me é difícil encontrar algum tipo de definição. E depois havia aquela barreira ética que tu, muito mais do que eu (conheço-me bem, só isso, o fogo sempre teve um magnetismo próprio para mim), nunca irias quebrar.
[...]
E era por ter tanta certeza disto que defendia com unhas e dentes a ideia de que "não, nunca na vida!", "pró car%$#% mais as vossas novelas" e inicialmente achei que os toques dos dedos eram acidentais, a maneira como quase viravas a cabeça quando nos despedíamos era paranóia e os poucos cms que nos separavam de um beijo em situações banalíssimas eram filme da minha cabeça.
O facto de amigos terem percebido antes de mim que gostava de ti foi o que me alarmou. Eu própria só sei que sinto algo quando em auto-análise identifico comportamentos anormais, nervosismo e falta de indiferença.
E neguei sempre, até a mim própria. Éramos só amigos. Quando aí já nem os teus defeitos, que numa situação normal enumeraria, criticaria e com os quais embirraria, conseguia ver, porque já faziam só parte de ti.
Pronto, e o beijo. Até me custa falar sobre isso ou tentar adjectivá-lo. [...] Tem de ter sido o melhor primeiro beijo da (minha) história. [...]

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

É não é?

A malta que anda a postar o próprio video-comemorativo-dos-10-anos-do-FB é a mesma que fotografa a comida, a 25 de Abril todas as manhãs e os ténis em Belém, right?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

In the car

A - E ele contra-argumenta com aquela merda, que nem sequer é verdade. Se há coisa que tenho feito é exactamente o oposto.
B - Oh, ele tinha de inventar alguma coisa para se defender. Sabe que não tem razão.
A - E isso não é uma cobardia de todo o tamanho? Foda-se, que dissesse a verdade, inventam tretas para quê?
B - Porque ninguém tem dois tomates. Há quem não tenha nenhum e há os que têm um, mas só um. Têm tomates para algumas coisas, já não têm para o resto.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

99 Things Wildly Intelligent People Refuse To Do

75. Choose unhappiness over uncertainty.

76. Choose comfort over change.

77. Choose talk over action.

sábado, 11 de janeiro de 2014

The end of an era

E tu dizias-me que as pessoas invariavelmente vão e o que ficam são as coisas. Aquela que fica é a tua cara a olhar para mim, enquanto a Beth Gibbons cantava e eu fumava um cigarro. "Este momento foi perfeito, quem me dera ter filmado".

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

How predictable

Ontem a meio da manhã falei com alguém ao telefone com quem só costumo trocar e-mails ou falar em chat. Esta pessoa tem aquela mania que me irrita solenemente de se armar aos cágados sempre que pode, seja qual for a situação. Geralmente ignoro, que eu tenho uma paciência DAQUELAS para malta assim, o que parece deixá-las fodidas (mega bónus). So anyway, atendo o telefone, número que não conhecia..
Peru - Sim?
Individuo - Estou? Peru? É o P.
Peru - Qual P?
Individuo - O P.X.Z.
Peru - Ah, é que P.s conheço muitos..

Eu juro que pela vozinha achei que estava a falar com uma rapariga. Everything makes sense now.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sim, sim, é isso..

Os cães ladram, muuuuito, pa caralho, depois vem a caravana e passa-lhes por cima.

(é muito mau uma vet dizer isto?)