segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O perú e os castelos de cartas

Quando nos conhecemos achaste que eu estava a jogar às cartas. Na verdade tinha acabado de reunir o baralho, depois do último castelo ter desabado todo e de eu ter perdido a paciência de vez para aquela porcaria.

Mas depois emprestei-te as cartas e tu começaste a montar o castelinho. Num terreno grande, com uma muralha toda gira, fosso, torres, the whole picture. Eu olhava para aquilo ainda não muito crente naquela estabilidade e fiquei à espera que caísse. Não só não caiu como lhe foste acrescentando mais e mais andares. E lá dividimos as cartas e continuamos por ali acima.

Quando terminamos a construção olhei estupefacta para a solidez da coisa e convenci-me que tinhas usado uma cola qualquer enquanto estava distraída. E era um castelo bem giro.

Mudamo-nos para o castelo. Começamos o nosso reinado. O tempo ia passando e eu cada vez mais à vontade naquele espaço e já fazia planos para a expansão do império (sabes que sempre fui uma raínha que veste calças..)

E achei que eramos invencíveis.

Num momento em que viro as costas, tu varreste com um só braço o castelo todo e fodeste aquilo tudo. Algumas cartas minhas ficaram ainda na mesa. A maior parte das tuas caíram mais abaixo, no chão.

E eu ainda estou parva a olhar para o baralho todo espalhado.

Conclusão: desCARTAvel.


PS. Happy Birthday.

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